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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Óleo de cozinha e o Meio-Ambiente

Texto sugerido por Guilherme Neves

O óleo de cozinha é altamente prejudicial ao meio ambiente e quando jogado na pia (rede de esgoto) causa entupimentos, havendo a necessidade do uso de produtos químicos tóxicos para a solução do problema.

Jogar o óleo na pia, em terrenos baldios ou no lixo acarreta três fins desastrosos a esse óleo:

- permanece retido no encanamento, causando entupimento das tubulações se não for separado por uma estação de tratamento e saneamento básico;
- se não houver um sistema de tratamento de esgoto, acaba se espalhando na superfície dos rios e das represas, causando danos à fauna aquática;
- fica no solo, impermeabilizando-o e contribuindo com enchentes, ou entra em decomposição, soltando gás metano durante esse processo, causando mau-cheiro, além de agravar o efeito estufa.

Soluções para reciclagem do óleo de cozinha:

Para evitar que o óleo de cozinha usado seja lançado na rede de esgoto, várias cidades em todo o Brasil têm criado métodos de reciclagem. Diversas são as possibilidades de reciclagem do óleo de fritura, entre outras finalidades destacam-se a produção de resina para tintas, sabão, detergente, glicerina, ração para animais e biodiesel.

Reciclando e gerando trabalhos:

Diferentemente de outros processos de reciclagem de óleo que transformam o material em detergente (sabão ou sabonete), neste caso o óleo é encaminhado às cooperativas recicladoras de lixo cumprindo também uma função social, com geração de trabalho e renda. Das cooperativas, o material segue para uma empresa especializada e credenciada para ser transformado em biodiesel. Com isso, além de conduzir o óleo vegetal de volta ao sistema produtivo a ação evita a extração de combustíveis fosseis, não renováveis.

Reciclagem de óleo de cozinha evita efeito estufa e contaminação da água:

Um litro de óleo de cozinha pode contaminar até um milhão de litros de água, que equivale ao consumo de um ser humano por 14 anos. Sem contar que acaba chegando ao oceano e, em contato com a água do mar, libera gás metano (21 vezes mais agressivo que o carbono), um dos grandes vilões do aquecimento global.
Então a dica é não jogar o óleo usado na pia, levando-o a um posto de reciclagem.

Como reciclar?

Neste contexto, já é possível identificar algumas iniciativas para reciclagem de óleo comestível usado no Brasil, como é o caso da ONG Ação Triângulo, de Santo André, São Paulo, onde é realizado um trabalho de conscientização ambiental e reciclagem por meio da campanha “Limpe sua Casa, Recicle Óleo de Cozinha” feita porta a porta por agentes ambientais treinados na própria instituição. Neste caso, o óleo vai para uma usina, montada na própria sede da Ação Triângulo e lá, por meio de um trabalho de inclusão social, jovens de comunidades de baixa renda transformam o óleo vegetal usado em sabão e sabonete.
Receita para fazer sabão proveniente do óleo;

Receita 1 (sabão normal)
5 litros de óleo de cozinha usado
2 litros de água
200 ml de amaciante
1 kg de soda cáustica em escama
Colocar, com cuidado, a soda em escamas no fundo de um balde. Em seguida, adicionar a água fervendo e mexer até diluir a soda. Acrescentar o óleo e mexer. Misturar bem o amaciante. Jogar a mistura numa fôrma e cortar as barras de sabão somente no dia seguinte.

Receita 2 (com aroma) 
- 4 litros de óleo de cozinha usado
- 2 litros de água
- ½ copo de sabão em pó
- 1 kg de soda cáustica
- 5 ml de óleo aromático da sua preferência.

domingo, 25 de outubro de 2009

Como se salva um animal da extinção?

Texto sugerido por Leonardo Magaldi
Por Thais Sant’Ana
Original: Revista Superinteressante - Outubro/2009
Em http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente


Notícias sobre animais costumam ser más notícias: perda do habitat, problemas com espécies invasoras, caça predatória etc. No meio de tantas desgraças, uma novidade passa despercebida: o homem está conseguindo consertar alguns de seus erros, salvando vários bichos da extinção. No Brasil, inclusive.
"A quantidade de animais brasileiros ameaçados só aumentou porque ampliamos nosso radar. Muitas deixaram a lista", diz Daniela Oliveira, responsável por conservação de biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente.
Cada caso é um caso. O governo chinês não dava bola para o urso panda, e foi preciso que uma ong topasse o desafio. O falcão de Maurício precisou que outras aves chocassem seus ovos, e o elefante africano foi salvo porque o marfim caiu na ilegalidade. Seja como for, é importante saber que décadas de política ambiental produziram resultados.




1. Urso-panda
População: 1 400 em 1980; 2 500 em 2004.
Problema: Seu habitat, a selva de bambus, murchou com a urbanização acelerada da China.
Solução: A ong WWF criou projetos para ensinar a população a conviver com a espécie sem ameaçá-la.



2. Condor-da-califórnia
População: 27 em 1987; 223 em 2008.
Problema: Ocupação dos morros e poluição.
Solução: As aves tiveram de ser capturadas para criação em cativeiro. A população, ainda pequena, é aos poucos reintroduzida na natureza.



3. Búfalo-americano
População: 750 em 1890; 500 mil em 2008.
Problema: A conquista do Oeste.
Solução: Foram criadas reservas para os remanescentes, mas a ameaça só foi afastada quando se adotou a criação intensiva de búfalos em cativeiro.



4. Elefante-africano
População: 100 mil em 1970; 678 mil em 2008.
Problema: Caça predatória para extração do marfim - pra quem não sabe, vem das suas presas.
Solução: Proibição do comércio de marfim em vários países, além de muitas campanhas de preservação.



5. Falcão-de-maurício
População: 6 em 1975; 1000 em 2006.
Problema: Espécies invasoras.
Solução: Um pesquisador pôs um casal para cruzar no cativeiro, aumentou a fertilidade da fêmea e ainda importou falcões europeus para ajudar a chocar ovos.



       No Brasil

6. Veado-campeiro
População: 100 em 1980; 10 mil em 2005.
Problema: Caçado por espalhar febre aftosa, era, na verdade vítima dela.
Solução: Depois que recebeu um espaço especial no Parque Nacional das Emas (GO), outros estados seguiram o exemplo.



7. Mico-leão-dourado
População: 272 em 1992; 1 200 em 2007.
Problema: Seu habitat, a mata Atlântica, é extremamente ameaçado.
Solução: Reservas maiores, que prevejam o seu deslocamento. A meta é, até 2025, estabelecer 2 mil animais em liberdade.


8. Jacaré-de-papo-amarelo
População: 2 mil em 1980; 20 mil em 2007.
Problema: Outra vítima da destruição da mata Atlântica.
Solução: Em parte, preservou-se sozinho, fugindo para longe do litoral. E surgiram vários criadouros. Em Maceió tem um com 5 800 animais.



Fontes: União Internacional de Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, Ministério do Meio Ambiente, Associação Mico-Leão-Dourado, World Wildlife Fund e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Anova

Nós, da Anova estamos iniciando o que parece ser um promissor meio de auxílio ao Meio-Ambiente, fazendo com que o povo o conheça melhor, e conhecendo para preservar.